Fundos PPA aceleram valorização

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Neste final de primeiro trimestre, os fundos poupança acções (fundos PPA) apresentam um desempenho positivo, beneficiando da valorização dos mercados accionistas mais desenvolvidos. De acordo com o balanço da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), Santander PPA, com rentabilidade de 19,88% e um volume de activos superior a 6 milhões de euros,  e ES PPA, com uma rendibilidade de 19,78% para uma carteira de activos avaliada em 3,6 milhões de euros, evidenciam-se na contabilização no final de Fevereiro.

O fundo do Santander tem apostado em “pesos pesados” da Bolsa portuguesa, como a Sonae SGPS, BCP e EDP Renováveis, sem esquecer futuro sobre a evolução do próprio PSI-20; com um comportamento semelhante, o fundo do grupo Espírito Santo tem apostado nas gigantes de telecomunicações, Portugal Telecom, e energia, Galp.

O pódio dos fundos PPA mais rentáveis desde o início do ano é arrebatado pelo BPI PPA, com uma valorização de 19,6% e um volume de activos na ordem dos 2,8 milhões de euros. Finalmente, ainda com uma valorização de 19%, o Millennium PPA, que gere um património acima dos 4,6 milhões de euros.

Em termos anualizados, e reportando a 28 de Março, e atendendo a que todos os PPA pertencem à classe de risco 6, o Santander continua a sobressair, com uma rentabilidade anualizada de 60,6%, e com BPI PPA e ES PPA com rendibilidades anualizadas a 1 ano acima dos 50%. Numa análise a 5 anos (pré-crise), os três fundos partilham uma rendibilidade similar, na ordem dos 9,9%.

Rendibilidades PPA no final de Março

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PPA, Rendibilidade a 1 ano, Rendibilidade a 2 anos, Rendibilidade a 3 anos, Rendibilidade a 5 anos

Santander PPA, 60.62%, 39.89%, 11.90%,  9.85%

BPI PPA,  55.63%,  35.70%,  11.27%,  9.86%

Espírito Santo PPA, 51.80%,  36.70%,  9.95%,  9.40%

Millennium PPA, 48.64%, 28.56%,  6.19%,  7.63%

Barclays FPA , 47.31%,  33.94%,  7.16%,  8.67%

Caixagest PPA, 45.80%,  28.69%,  4.68%,  7.12%[/table]

 

Recorde-se que a composição do PSI-20 em Fevereiro sofreu mudanças importantes, com a entrada dos CTT, cuja capitalização bolsista supera os mil milhões de euros, e os regressos da Teixeira Duarte e Impresa. De fora ficam a Sonae Indústria e a Cofina, depois da saída da Sonaecom devido à fusão com a Zon. Estas mudanças reflectem-se nas opções dos fundos, na medida em que, de acordo com a APFIPP, os fundos mobiliários detinham cerca de 1,2% doo capital dos CTT, ou seja, mais de 13,5 mil milhões de euros.

Em suma, no final de Fevereiro, o valor global das carteiras superava 56,7 mil milhões de euros, mais 1,2% do que no final de Janeiro e mais 4,1% desde o arranque de 2014. Em termos homólogos, o crescimento do património sob gestão foi de 7,4%, segundo a associação do sector.

 

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Economista de formação e jornalista por devoção, tenho procurado nos últimos anos desenvolver competências na área da prospectiva económica, com foco nas questões da globalização e sustentabilidade. A incerteza é uma matéria-prima crucial na reflexão sobre o nosso futuro colectivo.

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