Capital garantido – as melhores soluções em 2014

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Antes de escolher as melhores formas de rentabilizar as suas poupanças com soluções de capital garantido ao longo de 2014, é fundamental escolher o período de investimento que melhor responde as suas necessidades. Num contexto de soluções de baixo risco, o horizonte temporal tem uma relação proporcional com a rentabilidade, ou seja, quanto menor o período de investimento, menor tenderá a ser a rentabilidade.

1. Depósitos são escolha certa até 1 ano

Se o objectivo for investir no curto prazo, ou seja, até a um ano ou renovando períodos inferiores as 12 meses, os depósitos a prazo continuam a ser a melhor solução para aforradores prudentes e que privilegiam o capital garantido. Atente nas nossas dicas, nomeadamente nos “pós” adicionais de remuneração de juros que podem estar associadas a novos depósitos online e/ou promocionais. Neste arranque de 2014 mantem-se a possibilidade de TANB entre os 3,5 e os 4% para depósitos até a um máximo de 3 meses.

Capital Garantido rendibilidade

2. Certificados de aforro para render até 2016

Se for possível aplicar poupanças no horizonte de dois anos, os Certificados de Aforro surgem como uma alternativa interessante, devido ao prémio de 2,75% sobre a taxa de referência e que se mantém até ao final de 2016, proporcionando por isso remunerações brutas na ordem dos 3,2%.

3. Investir sem utilizar até 2017

Os recém-lançados Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) são uma solução de capital garantido muito interessante para investir, pelo menos, a 3 anos (preferencialmente a 5 anos), dado que o regime de remuneração prevê taxas crescentes ao longo de um período de cinco anos, particularmente benéfico nos dois últimos anos, em que é adicionado um prémio correspondente a 80% da taxa de crescimento do PIB português. Ora se se confirmar um novo ciclo de crescimento em 2017 e 2018, será uma aposta ganha, com rendibilidade média próxima dos 3,5%.

4. Capital Garantido com Obrigações do Tesouro de 5 a 10 anos

Sem nunca esquecer que estamos a pensar em soluções de investimento com capital garantido, os títulos de dívida são intrinsecamente uma alternativa interessante, que deve ser devidamente calibrada com o investimento de médio/longo prazo (CTPM) para não colocar todos os ovos na mesma cesta (dívida), ou seja, ficar demasiado exposto. Convirá reter que quando optar por comprar Obrigações do Tesouro só terá o capital garantido no vencimento, ou seja se comprar OT a 10 anos, o capital  garantido só se verifica em 2024; antes dependerá da evolução da cotações do mercado. Como se tem verificado, as maturidades a 10 anos têm associado um rendimento líquido acima de 4%.

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Economista de formação e jornalista por devoção, tenho procurado nos últimos anos desenvolver competências na área da prospectiva económica, com foco nas questões da globalização e sustentabilidade. A incerteza é uma matéria-prima crucial na reflexão sobre o nosso futuro colectivo.

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