Dólar: uma boa aposta em 2014

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Investir no dólar pode ser uma boa oportunidade de rentabilizar a sua poupança. Neste ano de 2014, o contra-ciclo que caracteriza a política monetária dos dois lados do Atlântico deverá favorecer as apostas na moeda americana.  Na verdade, os EUA tendem a retirar, como prometido, os estímulos introduzidos em 2008 e que visavam recuperar a economia, cuja retoma parece estar a ganhar força, enquanto na Zona Euro, as medidas introduzidas pelo BCE ainda não têm fim à vista, como tem vindo a ser reconhecido pela própria autoridade europeia. Daí que o dólar possa suportar maior exposição por parte dos aforradores.

Dolar valoriza

Dólar valoriza-se face a euro e iene

Entre os analistas, ganha impulso a ideia de desvalorização do euro face ao dólar, mas também do iene face à moeda americana. Relativamente às divisas dos países emergentes, a tendência será de uma correcção gradual à medida que a Reserva Federal dos EUA normalize a política monetária. Mais cirúrgico, o inglês Barclays recomenda aos seus clientes o investimento em moedas de países que saiam beneficiados de uma melhoria tendencial da actividade industrial, como é o caso do México (peso mexicano) ou Índia (rupia).

De uma forma sumária, na ausência de perturbações inesperadas, o cenário para 2014 parece ser prometedor na generalidade dos mercados financeiros (excepto dívida pública), se bem que perante uma situação de um crescimento ainda debilitado, riscos de deflação ainda presentes, e alterações nas políticas monetárias de alguns do principais bancos centrais, poderá reflectir-se num aumento da volatilidade.

Em suma, sem atendermos a eventos inesperados, o cenário para 2014 roça o optimismo nos mercados financeiros, e no mercado cambial em particular, ainda que o contexto macroeconómico se caracterize ainda por um débil crescimento global com  riscos de deflação; por outro lado, as hesitações nas inversões das políticas monetárias de alguns dos principais  bancos centrais deverão incutir maior volatilidade aos mercados.

 

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Economista de formação e jornalista por devoção, tenho procurado nos últimos anos desenvolver competências na área da prospectiva económica, com foco nas questões da globalização e sustentabilidade. A incerteza é uma matéria-prima crucial na reflexão sobre o nosso futuro colectivo.

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