Evite depósitos abaixo da inflação

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A taxa de inflação de 2013, que corresponde ao Índice de Preços no Consumidor (IPC), foi de 0,27%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Um patamar aquém da maioria das previsões, o que associado a uma variação homóloga de 0,2% em Dezembro,  mantem um risco de um cenário de deflação.

À excepção de 2009, em que o valor médio anual foi negativo (-0,83%), a evolução dos preços no ano passado foi das mais ligeiras.

Inflação desacelera com energia

De acordo com a análise do INE, a desaceleração do IPC deve-se numa parte substancial à redução da taxa de variação dos produtos energéticos, de 9,6% em 2012 para -0,7% em 2013, devido quer à baixa de preços dos combustíveis, quer à diluição do efeito do aumento do IVA do gás natural e da eletricidade de 6% em 2011. A “dissipação desse impacto foi determinante para a redução de 6,5 p.p. na taxa de variação média da classe da ‘Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis’, que se fixou em 2,2% em 2013”, sublinha o INE.

Inflação despesas

Em termos de classes de despesa, destaca-se o contributo negativo dos ‘Transportes’, depois de um contributo positivo em 2012, e do ‘Vestuário e calçado’, que acentuou a quebra relativa de preços em 2013. Entre as evoluções positivas destacam-se as dos ‘Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas’, a já referida ‘da Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis’ e ‘Restaurantes e hotéis’, ainda que significativamente inferiores às variações verificadas em 2012.

Apesar dos riscos de deflação, a maioria das previsões, incluindo as do Governo e do Banco de Portugal, aponta para uma inflação de 0,8% em 2014, o que significa que os aforradores deverão evitar investir as suas poupanças em depósitos a 12 meses com TANB inferior a 1,1% que corresponde a uma TANL de 0,8%, ou seja, a inflação prevista.

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Economista de formação e jornalista por devoção, tenho procurado nos últimos anos desenvolver competências na área da prospectiva económica, com foco nas questões da globalização e sustentabilidade. A incerteza é uma matéria-prima crucial na reflexão sobre o nosso futuro colectivo.

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